Os contratos milionários de videomonitoramento no Ceará, liberados do teto de gastos após a aprovação de uma PEC na Assembleia Legislativa, ganharam um novo capítulo constrangedor. Policiais ostensivos que atuam nas ruas relatam que o sistema tem confundido pessoas com sacos de lixo, postes e outros objetos, além de gerar alertas falsos em situações corriqueiras.
Segundo esses relatos, as falhas acabam deslocando equipes desnecessariamente, expondo profissionais a riscos evitáveis e comprometendo o uso racional do efetivo policial em áreas sensíveis.
A crise passou a pressionar diretamente o secretário executivo de planejamento e gestão interna da Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Adriano Assis Sales. O episódio reforça questionamentos sobre a efetividade da tecnologia vendida como avanço estratégico, num momento em que a segurança pública segue no centro do debate político no estado.




